Jovem de 26 anos é 12ª morte por intoxicação com metanol em SP; vítima consumiu vodca em janeiro

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
Intoxicações por metanol Reprodução/TV Globo/Fantástico O estado de São Paulo registrou a 12ª morte por intoxicação de bebida alcoólica "batizada" com metanol, segundo boletim enviado à TV Globo pelo governo paulista nesta quarta-feira (4). A nova morte é do jovem Willian de Souza Turvollo, de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo . Segundo a TV Globo apurou, Willian foi atendido inicialmente em uma UPA no dia 19 de janeiro deste ano e transferido, no dia seguinte, para o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Ele morreu em 29 de janeiro. A investigação epidemiológica do município apontou o consumo de vodca. Em nota, a Secretaria da Saúde de Mauá disse que a Vigilância Sanitária a Polícia Civil realizaram ação conjunta no estabelecimento onde a bebida foi consumida, uma adega localizada no Jardim Canadá. Ainda conforme a pasta, foram apreendidas garrafas da bebida alcoólica supostamente ingerida pelo paciente, as quais foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise laboratorial (veja nota completa abaixo). Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que até o momento são 52 casos confirmados pelo estado, sendo 12 óbitos (veja mais abaixo). Outras quatro mortes permanecem sob investigação, sendo em Guariba, de um paciente de 39 anos, em São José dos Campos, paciente de 31 anos, e dois de Cajamar, pacientes de 29 e 38 anos. 570 casos foram descartados. O que diz a prefeitura de Mauá "A Secretaria de Saúde de Mauá confirma a primeira morte em decorrência de intoxicação por metanol associado ao consumo de bebida destilada no município. O paciente é um homem de 26 anos, morador da região do Jardim Santista, que deu entrada na UPA Barão na noite de 19 de janeiro, após relatar ingestão de vodka associada ao uso de maconha. Ele foi medicado e orientado a permanecer na unidade para reavaliação médica, porém, deixou o serviço de saúde antes da alta. No início da madrugada do dia 20, o paciente retornou à unidade de pronto atendimento, trazido pelo SAMU, após relato do pai de episódio de desmaio e sudorese intensa, além de uso de ecstasy. Ele foi mantido em monitorização clínica, mas apresentou piora do quadro, sendo encaminhado no mesmo dia ao Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Posteriormente, evoluiu com parada cardiorrespiratória e passou a apresentar grave comprometimento neurológico. Ele estava em estado grave, em coma, sob protocolo para confirmação de morte encefálica. O exame para dosagem de metanol apresentou resultado positivo, com concentração de 124 mg/dl, em 27 de janeiro. A notificação do caso ao Hospital Nardini ocorreu em 20 de janeiro, mesma data da coleta do material para análise. O laudo foi liberado em 26 de janeiro. A morte foi confirmada três dias depois. A Vigilância Sanitária de Mauá e a Polícia Civil realizaram ação conjunta no estabelecimento onde a bebida foi consumida, uma adega localizada no Jardim Canadá. No local, foram apreendidas garrafas da bebida alcoólica supostamente ingerida pelo paciente, as quais foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise laboratorial. Este foi o segundo caso de intoxicação por metanol em bebida destilada no município. O primeiro envolveu um homem de 47 anos, que relatou ter consumido licor entre os dias 21 e 22 de novembro de 2025 em dois estabelecimentos distintos, localizados nos bairros Jardim Elizabeth e Jardim Mauá. Após apresentar sintomas como cefaleia intensa, cansaço, indisposição, visão turva e confusão mental, o paciente procurou atendimento médico e foi internado. O quadro evoluiu com gravidade, exigindo intubação e a realização de sessões de hemodiálise durante a internação no Hospital Nardini. Ele recebeu alta em dezembro do ano passado. A Secretaria Municipal de Saúde reforça a orientação para que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas sem procedência conhecida, atentando-se aos riscos associados a produtos irregulares." Vítimas do metanol As outras vítimas de intoxicação por metanol são: Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, morador da cidade de SP Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos, morador da cidade de SP Marcelo Lombardi, de 45 anos, morador da cidade de SP Bruna Araújo, de 30 anos, moradora de São Bernardo do Campo Daniel Antonio Francisco Ferreira, de 23 anos, morador de Osasco Leonardo Anderson, de 37 anos, morador de Jundiaí Cleiton da Silva Conrado , de 25 anos, morador de Osasco Rafael Anjos Martins, de 27 anos, morador da cidade de SP Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, de 27 anos, moradora de Osasco Felipe Henrique Alves da Silva, de 26 anos, morador de Sorocaba Eduardo Barbosa, de 62 anos, morador de São Bernardo do Campo 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até a morte. Também pode provocar insuficiências pulmonar e renal. A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), informou que segue com as investigações para identificar toda a cadeia de produção e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado. Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, 46 pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, totalizando 66 prisões em 2025. Ainda conforme a polícia, as ações resultaram ainda na apreensão de 140 mil vasilhames, 22,5 mil garrafas e 481,5 mil itens utilizados na falsificação, como rótulos e lacres. Segundo o Instituto de Criminalística, em 149 apurações concluídas com 1055 garrafas, a presença de metanol foi confirmada em oito apurações, sendo 19 garrafas com a substância. Polícia de São Paulo investiga mais duas mortes por suspeita de intoxicação por metanol Sintomas e atendimento A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. Os sintomas podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) também oferece apoio para diagnóstico e orientação pelos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 Governo de São Paulo cria força-tarefa para apurar intoxicação por metanol

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/04/jovem-de-26-anos-e-12a-morte-por-intoxicacao-com-metanol-em-sp-vitima-consumiu-vodca-em-janeiro.ghtml


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